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Planejamento para uma boa aplicação de defensivos agrícolas

Planejamento para uma boa aplicação de defensivos agrícolas

Os defensivos agrícolas são utilizados para controle de pragas e doenças nas lavouras e contribuem para o aumento da produtividade no campo. Mas, para que haja êxito no combate as pragas, é preciso o uso correto dos diversos produtos disponíveis.

Pesquisas realizadas pelo Instituto Emater revelam que 16% das aplicações de defensivos agrícolas são desperdiçados pelos erros dos agricultores. Este mesmo índice também aponta que o produto utilizado pode ser mais eficiente se aplicado corretamente.

É necessário ter um planejamento na hora da aplicação dos defensivos agrícolas. Segundo a Embrapa antes de iniciar a aplicação é necessário revisar cuidadosamente o equipamento a ser usado. Os bicos devem ser examinados individualmente, a fim de avaliar o desgaste e o alinhamento. Além disso, o volume de calda a ser aplicado, o número e o tamanho das gotas, a pressão de funcionamento dos bicos, a dosagem, a diluição, a agitação e a necessidade da adição de adjuvantes devem ser analisados cuidadosamente.

Confira abaixo a lista dos principais erros, dúvidas e recomendações da Embrapa na aplicação dos defensivos.

  1. Escolher um produto inadequado

Certifique-se que o mesmo tenha registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e que seja adequado para determinada cultura e praga a ser combatida.

  1. Não regular o equipamento

Para uma aplicação perfeita, é importante revisar toda a ferramenta que será usada.

  1. Homogeneização incorreta da calda

Além de prestar atenção na compatibilidade dos produtos a serem misturados, é necessário realizar a correta operação de mistura da calda, pois, se os produtos não estiverem bem incorporados à água, haverá maior decantação dos defensivos, causando diversos problemas, tanto no pulverizador quanto na eficiência da ação do produto. É importante contar com um equipamento específico para este processo, que proporcione uma agitação constante e intensa para melhor incorporação da calda.

  1. Errar na limpeza e manutenção dos bicos

Para que o dispositivo distribua uniformemente a quantidade de produto na produção, é importante realizar a higienização e a troca dos bicos.

  1. Não regular corretamente o pulverizador

Devido ao desgaste natural do bico ou a perda da calibração, é importante calibrar o pulverizador periodicamente. Neste processo, é essencial seguir os seguintes passos: utilizar os equipamentos de proteção individual (EPI), abastecer o pulverizador com água limpa, avaliar a existência de vazamentos, determinar a distância em metros entre os bicos e determinar a velocidade de trabalho em um terreno plano que tenha características parecidas com as condições de pulverização.

  1. Desrespeitar as condições climáticas

Um erro muito comum entre os agricultores é aplicar os defensivos contra o vento. A recomendação é não realizar a pulverização na presença de ventos com velocidade acima de 10 km/h, pois gotículas do produto podem se alastrar para outras áreas e contaminar plantações vizinhas.



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